Origens da Povoa de Santa Iria PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

histria povoaD. Vicente Afonso Valen­te cónego da Sé de Lisboa, instituiu em 1336, Sec. XIV, o "MORGADO DA PÓVOA", que se desenvolveu a partir da Quinta da Piedade, em beneficio do seu irmão, Lourenço Afonso Valente.

O MORGADO foi cres­cendo em importância e extensão, pertencendo sucessivamente, à família dos Valentes, "OS SENHORES DA PÓVOA", depois e sempre por laços familiares, passou aos Castelo-Brancos, aos Len­castres e por último aos Távoras.

Os Valentes eram da pequena nobreza, escu­deiros e cavaleiros, sendo o terceiro “Senhor”, Martinho Afonso Valente, apoiante do Mestre de Aviz na revolução de 1383/85

Os Castelo-Brancos fo­ram senhores de Portimão e Condes de Vila Nova de Portimão. - No início da século XVI o proprietário da Quinta e sétimo senhor da Póvoa era D. Martinho de Castelo Branco, primeiro Conde de Portimão de quem a localidade tomou designação de "Póvoa de D. Martinho", por isto o Morgado está estrei­tamente ligado à história da Póvoa que durante mais de três séculos foi designada por PÓVOA DE DOM MARTINHO

Os Lencastres e Távoras vieram a obter o título de "Marquês de Abrantes".

 

O lugar da Póvoa per­tenceu à "ALDEIA DE EREYN (Iria), onde des­de tempos remotos existia a presença humana teste­munhada pelos seguintes elementos:

Período Romano: - epi­táfio de um tal Julius Ru­finus, designado como Olisiponensis e ânforas ovóides, encontradas no Mouchão da Póvoa.

Visigótico: - foram pos­tas a descoberto na Quinta de Santo António quatro sepulturas e encontradas algumas moedas (trientes).

Árabe: - topónimo Azóia e Balata, que é, ainda hoje, apelido de algumas famílias.

Medieval: - em recentes escavações, efectuadas no lugar da Bolonha, foram encontradas inúmeros fragmentos de cerâmica e moedas de D. Sancho II.

 

 

linhas2Tal como no Forte da Casa, existem vestígios de fortificações das linhas defensivas de Torres Vedras (2ª linha), construídas em segredo entre 1809 e 1812., Sec.XIX, aquando das Invasões francesas. Após a retirada do General Soult, o Duque de Welligton, decide defender Lisboa, e manda edificar fortificações, os quais consistiam numa tripla linha de redutos de alvenaria, que reforçavam os obstáculos naturais do terreno, formando uma barreira delimitada pelo oceano e pelo rio Tejo. Uma dessas linhas foi construída a cerca de 13Km da primeira linha (Alhandra) e tinha uma extensão de 39 Kms e ligava Póvoa de Santa Iria/Forte da Casa a Ribamar.

 

O Sal e o Azeite desem­penharam um importante rendimento do Morgado permitindo aumentar, em muito, o poder económico dos seus proprietários. Si­tuava-se na freguesia de Santa Iria e foi pertença do “TERMO DE LISBOA” e per­tenceu aos concelhos de ALVERCA, VILA FRANCA DE XIRA, LOURES e por último novamente a Vila Franca de Xira.

Extintos os Morgados em 1863, o lugar da Pó­voa passou a designar-se Póvoa de Santa Iria, povoação com forte li­gação ao rio Tejo, e a po­pulação na sua origem de pescadores e marítimos, que desde tempos remo­tos tiveram como activi­dade principal a pesca, a agricultura - ora, cultivando a vinha e oliveira, ora os cereais no mouchão -, o trabalho nas salinas e telhais, e os transportes fluviais.


Comentários (1)
1 Terça, 16 Junho 2009 15:15
Maria da Nazaré Póvoa de Santa Iria e Forte da casa
ATENÇÃO:´HOJE dia 16 junho 2009 pelas 18 horas na póvoa de santa iria no bairro da galinha assada ou bairro da bolonha no pavilhão a presidente camara VFX e o presidente junta freguesia da póvoa.

Vão tentar sorrateiramente aprovar o PDM que há poucos meses ainda a população em peso reprovou. Sâo uns habilidosos.

PS: Mas que hora tão nobre e ingénua foi escolhida!!!!!!!!!!!!!!!!!

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