| Origens da Povoa de Santa Iria |
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O MORGADO foi crescendo em importância e extensão, pertencendo sucessivamente, à família dos Valentes, "OS SENHORES DA PÓVOA", depois e sempre por laços familiares, passou aos Castelo-Brancos, aos Lencastres e por último aos Távoras. Os Valentes eram da pequena nobreza, escudeiros e cavaleiros, sendo o terceiro “Senhor”, Martinho Afonso Valente, apoiante do Mestre de Aviz na revolução de 1383/85 Os Castelo-Brancos foram senhores de Portimão e Condes de Vila Nova de Portimão. - No início da século XVI o proprietário da Quinta e sétimo senhor da Póvoa era D. Martinho de Castelo Branco, primeiro Conde de Portimão de quem a localidade tomou designação de "Póvoa de D. Martinho", por isto o Morgado está estreitamente ligado à história da Póvoa que durante mais de três séculos foi designada por PÓVOA DE DOM MARTINHO Os Lencastres e Távoras vieram a obter o título de "Marquês de Abrantes".
O lugar da Póvoa pertenceu à "ALDEIA DE EREYN (Iria), onde desde tempos remotos existia a presença humana testemunhada pelos seguintes elementos: Período Romano: - epitáfio de um tal Julius Rufinus, designado como Olisiponensis e ânforas ovóides, encontradas no Mouchão da Póvoa. Visigótico: - foram postas a descoberto na Quinta de Santo António quatro sepulturas e encontradas algumas moedas (trientes). Árabe: - topónimo Azóia e Balata, que é, ainda hoje, apelido de algumas famílias. Medieval: - em recentes escavações, efectuadas no lugar da Bolonha, foram encontradas inúmeros fragmentos de cerâmica e moedas de D. Sancho II. O Sal e o Azeite desempenharam um importante rendimento do Morgado permitindo aumentar, em muito, o poder económico dos seus proprietários. Situava-se na freguesia de Santa Iria e foi pertença do “TERMO DE LISBOA” e pertenceu aos concelhos de ALVERCA, VILA FRANCA DE XIRA, LOURES e por último novamente a Vila Franca de Xira. Extintos os Morgados em 1863, o lugar da Póvoa passou a designar-se Póvoa de Santa Iria, povoação com forte ligação ao rio Tejo, e a população na sua origem de pescadores e marítimos, que desde tempos remotos tiveram como actividade principal a pesca, a agricultura - ora, cultivando a vinha e oliveira, ora os cereais no mouchão -, o trabalho nas salinas e telhais, e os transportes fluviais. |





D. Vicente Afonso Valente cónego da Sé de Lisboa, instituiu em 1336, Sec. XIV, o "MORGADO DA PÓVOA", que se desenvolveu a partir da Quinta da Piedade, em beneficio do seu irmão, Lourenço Afonso Valente.
Tal como no Forte da Casa, existem vestígios de fortificações das linhas defensivas de Torres Vedras (2ª linha), construídas em segredo entre 1809 e 1812., Sec.XIX, aquando das Invasões francesas. Após a retirada do General Soult, o Duque de Welligton, decide defender Lisboa, e manda edificar fortificações, os quais consistiam numa tripla linha de redutos de alvenaria, que reforçavam os obstáculos naturais do terreno, formando uma barreira delimitada pelo oceano e pelo rio Tejo. Uma dessas linhas foi construída a cerca de 13Km da primeira linha (Alhandra) e tinha uma extensão de 39 Kms e ligava Póvoa de Santa Iria/Forte da Casa a Ribamar.




Vão tentar sorrateiramente aprovar o PDM que há poucos meses ainda a população em peso reprovou. Sâo uns habilidosos.
PS: Mas que hora tão nobre e ingénua foi escolhida!!!!!!!!!!!!!!!!!