História de Póvoa Santa Iria

Agradecemos a Colaboração da Junta de Freguesia e da Associação D. Martinho, por nos facilitarem Informações e Fotografias



Brasão PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

vfx-povoasiria2A sua ordenação subordinou-se a elementos seleccionados do nosso património histórico, identificados com o que é autên­tico e válido de todo um vasto conjunto de realidades construídas ao longo do tempo.

Escudo: -Vermelho, tendo em che­fe: -Leão de ouro, armado e linguado de azul, carregado de três fai­xas do mesmo, cada faixa furada com seis peças de ouro (Valente) a representar D. Vicente Afonso Valente, cónego da Sé de Lisboa, que instituiu o "Morgado da Póvoa" em 1336, em benefício do seu irmão, Lourenço Afonso Valente, cavaleiro.

O Leão segura uma roda dentada de Prata, símbolo da indústria que nos fins do século XIX e tendo o rio Tejo, como meio privilegiado para escoamento dos produtos se implantaram na área da freguesia. Em contrachefe: -Três faixas ondeadas de prata e duas de azul, a representar o rio Tejo, marcando a forte ligação entre o rio e a população na sua origem de pescadores e marítimos, que desde tempos remotos tiveram como actividade principal a pesca, a extracção do Sal e os transportes fluviais.

Coroa mural de cinco Torres de prata. Listel branco, com os dizeres: " PÓVOA DE SANTA IRIA ", de negro.

 
Bandeira PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

pt-vfxpi31Bandeira - Esquartelada de amarelo e azul, cordões e borlas de ouro e azul. Haste e lança de ouro.

 
Origens da Povoa de Santa Iria PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

histria povoaD. Vicente Afonso Valen­te cónego da Sé de Lisboa, instituiu em 1336, Sec. XIV, o "MORGADO DA PÓVOA", que se desenvolveu a partir da Quinta da Piedade, em beneficio do seu irmão, Lourenço Afonso Valente.

O MORGADO foi cres­cendo em importância e extensão, pertencendo sucessivamente, à família dos Valentes, "OS SENHORES DA PÓVOA", depois e sempre por laços familiares, passou aos Castelo-Brancos, aos Len­castres e por último aos Távoras.

Os Valentes eram da pequena nobreza, escu­deiros e cavaleiros, sendo o terceiro “Senhor”, Martinho Afonso Valente, apoiante do Mestre de Aviz na revolução de 1383/85

Os Castelo-Brancos fo­ram senhores de Portimão e Condes de Vila Nova de Portimão. - No início da século XVI o proprietário da Quinta e sétimo senhor da Póvoa era D. Martinho de Castelo Branco, primeiro Conde de Portimão de quem a localidade tomou designação de "Póvoa de D. Martinho", por isto o Morgado está estrei­tamente ligado à história da Póvoa que durante mais de três séculos foi designada por PÓVOA DE DOM MARTINHO

Os Lencastres e Távoras vieram a obter o título de "Marquês de Abrantes".

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O comboio e o Desenvolvimento PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

estacaocp1926 A chegada do comboio em 1856, no âmbito da abertura do primeiro troço de linha férrea do país - de Lisboa ao Carregado - marcou o início de um novo período no desenvolvimento da região.

Já próximo do final do século a industrialização assentará arraiais precisamente nesta faixa borde jante do caminho de ferro. À Póvoa de Santa Iria chegou em 1859 a indústria de produtos químicos, conhecida por "Fábrica da Póvoa", iniciando-se a expansão industrial fa­cilitada pelo escoamento fácil dos produtos e apro­veitando as matérias-primas essenci­ais para Save o produto fi­nal, o sal ma­rinho e os cal­cários da cor­tina monta­nhosa de Vialonga.

Em 1877 chegou a "Companhia de Moagens de Santa Iria" (moagem de cereais) e com a criação da Sóda-Póvoa (actual Solvay) a freguesia ficou fortemente industrial.

 
Sec.XX PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

vistapovoaanos50A criação da freguesia data de 1916, pertencente ao Concelho dos Olivais, mas através da Lei de 18 de Julho de 1885 passou para o Concelho de Loures. Contudo e após fortes pressões por parte da autarquia de Vila Franca de Xira, a localidade de Póvoa de Santa Iria passaria a partir da década de 50 (sec.XX) a fazer parte daquele concelho.

Na segunda metade do século XX, gera-se um acentuado crescimento demográfico. A proximidade da capital determinou o crescimento urbanístico que, a partir dos anos 60 e 70, fez mudar a feição urbana e demográfica da freguesia.

Com uma dinâmica oferta de serviços em constante expansão e ele­vada à categoria de Vila em 1985 e a cidade em 1999, com aproximada­mente 30 mil habitantes, é presentemente uma das cidades de Portugal com menos população enve­lhecida.

 
Património Histórico PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

quinta piedadeQuinta Municipal de Nossa Senhora da Piedade

Localizada próximo das urbanizações com a mesma designação. Constitui um notável conjunto, hoje património municipal e classificado como Imóvel de Interesse Público (Dec. N.º 29/84, DR 145, de 25 de Junho). Os terrenos desta quinta desenvolvem-se em vários terraços e ruas ladeadas de buxos. O seu palácio terá sido reconstruído na época pombalina e todo o conjunto enriquecido com a aplicação de painéis de azulejos. Integra um solar com características do século XVIII, zonas de lazer com lagos e fontanário e diversas capelas (Igreja de Nossa Senhora da Piedade, Ermida de Nossa Senhora da Piedade, Ermida do Senhor Morto e Oratório de São Jerónimo), sendo a primeira do século XVIII e as restantes quinhentistas. Estão em funcionamento na quinta uma biblioteca infanto-juvenil e uma galeria de exposições.

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Datas Importantes PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
  • 1461 - O Rei D. Afonso V, faz doação a D. Gonçalo Vaz de Castelo Branco, das marinhas de sal da Póvoa até à Verdelha.

  • 1476 - D. Gonçalo distingue-se na batalha de Toro, em que coman­dava 180 homens a cavalo, todos por ele armados e equipados. Em recompensa foi nomeado donatário de Vila Nova de Portimão.

  • 1521 - D. Martinho Vaz de Castelo Branco, 1 ° Conde de Vila Nova de Portimão, comanda a frota nupcial que conduziu Dª. Beatriz, Princesa de Portugal, a Sabóia.

  • 1578 - Morrem em Alcácer Quibir, D. Martinho de Castelo Branco Valente, 9° Senhor da Póvoa e o seu irmão, D. Diogo de Castelo Branco, combatendo valorosa­mente junto do Rei D. Sebastião.

  • 1647 - Detidos na Póvoa de San­ta Iria, Domingos Leite Pereira e Roque da Cunha, que a soldo do rei de Espanha, pretendiam assas­sinar o rei D. João IV.

  • 1807 - D. Pedro de Lencastre, 16° Senhor do Morgado da Póvoa, foi nomeado Presidente e membro da Regência do Reino, durante a au­sência do Rei D. João VI.

  • 1859 - Primeira fábrica de adu­bos químicos instalada na Póvoa.

  • 1912 - Alberto Sanches de Cas­tro, realiza no Mouchão da Póvoa, a 27 de Setembro, o primeiro voo em aeroplano com mo­tor, num avião Voisin Antoinette de 40 Cv , sendo o primeiro português a voar em território nacional.

  • 1916 - Criada a freguesia de Póvoa de Santa Iria.

  • 1934 - A "Solvay" funda na Pó­voa de Santa Iria a "Soda Póvoa", chegando a criar mais de 1.200 postos de trabalho.

  • 1956 - Inauguração da Igreja de Nossa Senhora de Fátima.

  • 1976 - Primeiras eleições autárquicas livres e democráticas. Eleitos: -Vítor Hugo Bernardino; Amândio Gonçalves Amaro; Joaquim António Baião; Manuel Fiúza Costa; Casimiro Rei; An­tónio da Silva Godinho; António Diamantino Nabais; Alfredo Lopes Duarte e Guilherme Pereira Gomes.

  • 1985 - A povoação é elevada à categoria de Vila.

  • 1986 - Início das festas anuais comemorativas de elevação a Vila, sendo presidente da Junta de Freguesia, Rui Rafael Mateus Araújo.

  • 1998 - Aprovação e publicação oficial do Brasão da Póvoa de Santa Iria.

  • 1999 - Elevação da Vila a Cidade.

 

 


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